Mosca; Cloacyr Sidney.

O dia 20 de julho entra para a história do automobilismo, pelo menos para a história da Fórmula 1. Essa data será lembrada como o dia em que um dos maiores artistas da categoria deu sua última pincelada.

Clique para ler a matéria do Blog "Voando Baixo" feita em março de 2010.

Sid Mosca e seus capacetes (Foto: Alexander Grünwald)

Sid Mosca, como era chamado, foi o maior pintor de capacetes da história nacional, e há quem diga que ele seja o maior da Fórmula 1, pois em 1999 foi chamado para criar um capacete comemorativo aos 50 anos da Fórmula 1, foram feitas cinquenta unidades, uma para cada campeão.

Clique para ler a matéria de março de 2009 do site Motor Show

À esquerda, o capacete encomendado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para a comemoração dos 50 anos do Mundial de Fórmula 1. Dentro de sua oficina, autógrafos de alguns de seus mais ilustres clientes, como Rubens Barrichello (abaixo) e Ayrton Senna à direita, que teve seus capacetes pintados por Sid durante toda a carreira

Além disso, grandes nomes da categoria também tiveram seus capacetes pintados por ele, abaixo, algumas imagens de capacetes especiais feitos por Sid Mosca, retiradas do seu Site Oficial.Sid Mosca parte aos 74 anos, vítima de um câncer na bexiga.

O Mundo perde um guerreiro, mas o céu ganha uma estrela!

Vá em Paz, Sid!

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Olhos na Nuca…

Estava navegando por sites de acessórios para motociclistas, procurando a viseira para o capacete que ganhei. quero usá-lo no próximo dia 1º, quando vou à Granja Viana correr novamente, quando me deparei com um modelo capacete que conta com um retrovisor.

O Vídeo abaixo explica bem como funciona:

Não piloto motos, mas percebo a dificuldade dos motoqueiros em enxergar quem está atrás, geralmente, quando me aproximo de algum motociclista, assim como nos automóveis, procuro os olhos do condutor no retrovisor, para ter certeza que ele me vê, mas percebo que ele demora para notar minha presença, seus retrovisores estão encobertos pelos seus braços ou desregulados. Talvez seja por isso que eles parecem andar pela cidade como se fossem os únicos na pista, salvo exceções.

Recentemente, assisti o Planeta EXPN, que passa na ESPN, uma entrevista com a Renata Falzoni, que comentava o acidente que matou o empresário Antonio Bertolucci, nessa entrevista ela dizia: “O condutor do veículo mais pesado é responsável pelo mais leve, mesmo se o motoqueiro fizer alguma barbeiragem, o responsável ainda é o motorista”. Nessa hora me veio na cabeça, como zelar por alguém que vive fazendo barbeiragens no trânsito? Talvez essas barbeiragens ocorrem porque o motoqueiro simplesmente não vê que há um carro ali.

Escrevendo sobre isso, me veio à mente a história do Luciano, que eu considerava muito, na época eu tinha seis ou sete anos e ele era o único que realmente dava atenção para nós, crianças. O Luciano tinha uma moto, e me levou para dar minha primeira volta, foi a volta no quarteirão mais prazerosa que eu já tive, nunca vou esquecer, desci da moto deslumbrado, gritando: “Mãe!! A senhora viu!? Eu andei de Moto!!”. Semanas mais tarde chegou a triste notícia, o Luciano havia sofrido um acidente na Rodovia Presidente Dutra. Segundo testemunhas, ele olhou para trás para ter certeza que não havia nenhum carro do seu lado, para mudar de faixa e ultrapassar o caminhão à frente. Nesse meio tempo, o trânsito parou e ele acertou a traseira do caminhão em cheio, faleceu horas depois no hospital. “Porque o Luciano, mãe?”, eu perguntava desesperado.
Na saída do velório, fiz uma promessa para minha mãe: “Nunca vou ter uma moto, porque perdi um amigo por causa dela!“.

Ah, se esse capacete existisse na época do Luciano…

Saudades – Need for Speed II SE

Essa semana li no blog do meu irmão, o Gasparov Motorsport, uma matéria que ele fez sobre o primeiro jogo de corrida que tivemos contato na era digital, o Need For Speed II SE, da Electronic Arts – que viria a se tornar a EA Sports e daria sequência na saga do jogo. Nós perdíamos horas jogando, batíamos recordes e sabíamos as 8 pistas, salvo engano, decor e salteado, invertido ou simétrico.

Segue o Texto:

“Este foi o primeiro jogo de corrida que joguei para valer! E deve ser por isso que até hoje é um dos meus prediletos. Na primeira vez mal consegui correr no circuito oval, o mais fácil. Mas não era difícil pegar o jeito do jogo. Depois de correr, e vencer, em todas as pistas a graça era correr com traçado invertido. Ou então correr para bater o recorde da pista. o que era meu caso. Eu e meu irmão jogávamos, primeiro para vencermos um ao outro e aumentarmos nosso placar particular, e para quebrar o recorde um do outro. Desde essa época ele já era melhor que eu. Em quase todas as pistas a volta mais rápida era dele. Eu era mais regular e levava vantagem no tempo total da corrida.

As pistas, com variações de dificuldade, eram ótimas. Fazia praticamente todas as curvas usando freio de mão, a forma mais eficiente. As mais difíceis era a Mistic Peaks, no Himalaya, e outra que tinha uma série de cotovelos, se me lembro bem, era North Country. Gostava muito de uma que passava por um túnel e a linha de chegada era na praia, acho que era a Last Resort, no México. Esse era outro detalhe que muito legal, cada circuito tinha uma temática , com variação de ambientes no mesmo circuito. E os carros? Dividos em três categorias diferentes, tinha para todos os gostos. Tinha o Ford Indigo era leve, andava bem, mas se encostasse a roda em algo, rodava ou capotava. Gostava muito do Nazca C2, BMW, andava bem, era leve e tinha ótima estabilidade. O Jaguar XJ220 tinha um motorzão, andava bem mas era muito pesado. A vantagem éra quase nunca rodava. Quando os outros pilotos tentavam nos empurrar para fora da pista, ele era o único que continuava na tragetória. Tinha também a Ferrari F50 e a 355 F1, o Ford GT90 (releitura do clássico GT40). Mas o melhor de todos era o McLaren F1. Era quase um covardia correr com ele. Impossível perder com esse carro.

A trilha sonora, na corrida ou no menu, era o toque final. Variando de acordo com o local dos circuitos era sempre Heavy Metal e Eletônica. Conseguia conciliar muito bem com a adrenalina da disputa e da velocidade da corrida. Por último os vídeos. A introdução era sensacional e alguns carros, os mais rápidos ou sofisticados, tinha um vídeo de apresentação. O meu preferido é do Jaguar, pelo ambiente e a combinação da música Instrumental e Heavy Metal. Abaixo, todos os vídeos do jogo. É uma amostra do que falei neste último parágrafo. Bateu uma saudade…”

O mais legal era que instalamos o jogo em espanhol, e viajávamos com quando o narrador dizia: “Vuelta Más rápida!”, e a cada volta esperávamos apreensivos ele dizer: “Vuelta Récord!”, e quando ele dizia quase pulávamos de alegria. Outro ponto legal do jogo era o modo A Muerte, onde começávamos na pista oval, com 8 carros, e à medida que passavam as etapas o último colocado de cada uma delas era eliminado. Nós disputávamos a competição juntos, e geralmente a disputa ficava para a última etapa, na pista bônus, em Hollywood, onde travávamos um grande duelo. O eliminado recebia a seguinte mensagem do narrador espanhol: “Mui Márte, fue descalificado de la competición a muerte!” ou algo do tipo, peço desculpas aos espanhóis se escrevi errado.

Quando eu descobri os códigos do jogo, ficou ainda mais legal, dependendo o código que colocávamos, podíamos correr com troncos de árvore, veículos do tráfego, como ônibus escolares, caminhões, além das barracas de pipoca, carroças, bondes e qualquer outro  objeto móvel do cenário do jogo.

Bons tempos, aqueles…

Memorabilia – Senna 1993

Pela definição, Memorabilia é: Aquilo que merece ser lembrado. Na Fórmula 1, e em muitas categorias o que tem de mais prazeroso é relembrar.

Pensando nisso, inicio hoje uma sessão no Blog: Memorabilia.

E vou começá-la à toda, colocando um video que achei no Youtube, nunca tinha assistido, é da vitória de Ayrton Senna no Gp do Brasil de 1993, em Interlagos.

Fiquei surpreso ao ver a multidão que se aglomerou em cima do carro, e achei engraçado ver o Tempra como Safety Car.
Que piloto é esse que comove tamanha multidão? E aquele bandeirão?

Só poderia ser mesmo o Grande Senna!