Salão do Automóvel (23) – 19ª Edição – 1996

A 19ª edição do Salão Internacional do Automóvel realizou-se no ano de 1996 e contou com a presença de 250 expositores, numa área total de 45 mil m2. Ao todo, 575 mil pessoas passaram pelo evento e puderam ver lançamentos e clássicos da maioria das montadoras do Brasil e do mundo.

A empresa que registrou mais vendas durante os dez dias da feira, segundo levantamento dos próprios expositores, foi a KIA Motors. Foram comercializadas 387 unidades, sendo o automóvel mais vendido a Besta, com 189 unidades. A segunda montadora que mais vendeu foi a Asia Motors, com o sucesso da linha Towner (176 unidades), colaborando para o total de 293 unidades comercializadas pelo Grupo.

Porsche Boxster

Os lançamentos nacionais são o Chevrolet Corsa Wagon, o Fiat Palio Weekend e o Ford Ka. As importadoras exibem o  o Audi A3, o Porche Boxster, que teve oito unidades comercializadas, o Volvo S 40 e o BMW Z3, a clássica Jaguar apresentou o XK8 e os carros conhecidos como os mais luxuosos e caros do mundo, na época, as vendas com a marca atingiram 27 veículos. A Volkswagen traz da Alemanha o conceito Noah. A montadora Land Rover teve sua primeira participação no Salão do Automóvel, conseguindo vender durante o evento 12 automóveis no modelo Discovery.

Anúncios

Salão do Automóvel (21) – 17ª Edição – 1992

O Salão do Automóvel e Autopeças 1992, realizado entre 15 e 25 de outubro de 1992, foi certamente uma das melhores edições dos 32 anos de existência do evento. Nessa 17ª edição, os 760 mil visitantes foram brindados com um show de novidades pelos 400 expositores presentes: estimulados pela presença de numerosos modelos importados, que ocuparam metade do espaço disponível, os fabricantes nacionais esmeraram-se em apresentar seus lançamentos mais avançados, de tal forma que, à primeira vista, foi difícil distinguir uns dos outros. O visual também foi outro aspecto de realce: em 1992, o Salão do Automóvel chegou a competir com a FENIT, campeã pela beleza de suas modelos. Cada estande disputou com os demais pela qualidade de sua montagem e pela beleza de suas recepcionistas, entre as quais, se notavam conhecidas modelos brasileiras.

Photo of my '93 Fiat Tempra 1.6 SX i.e. cat sedan.

Fiat Tempra (Foto: Wikipedia)

As montadoras brasileiras, representando o maior parque industrial automobilístico da América Latina e o décimo segundo do mundo, trouxeram o GM Ômega, com destaque para a perua, lançada para substituir a Caravan; o Fiat Tempra 2 portas, fabricado só no Brasil; o VW Gol 1000 e GTI e a VW Parati com motor AP-1800 à gasolina; a nova linha Ford Escort, com motor de 2 litros e injeção eletrônica; e o Gurgel Supermini, lançado para substituir a linha BR-800.

Na grande festa dos importados, da qual participaram também as montadoras estrangeiras instaladas no País, destacaram-se o VW Audi 100 Quattro, o VW Chico (protótipo urbano, com tração mista, elétrica e a explosão, apelidado pela imprensa de “Fusca do ano 2000”), os Ford Ghia Via (esportivo) e Explorer (utilitário); os Toyota 4500GT, Corolla e a picape Hilux; os Mazda 626 (sedan) e B2200 (picape); o Honda NSX (esportivo), Civic Del Sol e Accord (sedan e perua); os Suzuki Sidekick (jipe) e Vitara; os Mitsubishi Mirage (sedan), Eclipse e 3000 GT(esportivos), Pajero (jipe) e L200 (picape); os Subaru Legacy (sedan e perua) e SVX (esportivo); o Hyundai Scoupe 1.5 Turbo; os Kia Sephia 1.5i, Besta (perua) e Ceres (picape); os Mercedes-Benz 600 SL (o mais caro do Salão, US$ 280 mil) e 300G – 4×4 (jipe); os BMW 325i, 704i e a perua Touring 525i; os Citroën A-X1.3, BX (uruguaio), ZX e XM (sedan e perua); os Peugeot 405 Turbo (vencedor do rali Paris-Dacar ’90), 205 GTi (versão elétrica) e 505 (argentino); os Renault Clio, Safrane e a perua Nevada (argentina); os Volvo 440, 850 e 960; o SAAB 9000 CSE Turbo; o Lada Samara (três volumes).


Honda NSX

Na área dos caminhões também houve muitas novidades, com destaque para a carreta “cegonha” fabricada pela Translor, uma transportadora de veículos.Nos estandes “duas rodas”, a novidade foi o motoscooter Honda CT-90, montado em Manaus, além de modelos importados da Honda, BMW e Kawasaki.

Os fabricantes de autopeças — com 145 expositores, entre os quais, nove de equipamentos para oficinas e postos de serviço — mais uma vez brilharam, repetindo as vendas do Salão anterior, visitados por cerca de 900 compradores estrangeiros. Mas a grande surpresa foram os negócios efetuados com os carros estrangeiros: 577 unidades vendidas, com destaque para a Suzuki, com 110 veículos. A Kia, por sua vez, anotou 600 pedidos firmes para sua perua Besta, a ser montada em Manaus. Finalmente, como a sublinhar a importância internacional adquirida pelo Salão do Automóvel, cabe registrar a manifestação feita pela entidade ecologista Greenpeace, que estendeu no alto de uma coluna do Pavilhão um enorme ”auto de infração”, multando os fabricantes de veículos por poluirem o ar.