500km de Interlagos

(Foi difícil escolher as fotos…) Neste domingo tive o prazer de assistir à prova dos 500km de Interlagos, corrida tradicional, mas pouco divulgada. É triste ver o autódromo vazio em uma prova tão boa como essa.

Grid de Largada (Foto: Rafael Gaspar/Gasparov Images)

Quem foi lá, viu. Dentre os 22 carros que largaram, haviam 4 Ferraris, duas F430 e duas Modena, 2 Lamborghinis Gallardo, um Dodge Viper, um Audi R8, um Maserati e um Volvo, além dos protótipos e dos carros “simples”, como o Volkswagen Gol, o Chevrolet Omega, o Peugeot 207 e o Chevrolet Vectra GT. A maioria corre no Campeonato Paulista de Automobilismo.

Disputa entre Porsche 911, Audi R8 e Lamborghini Gallardo no início da corrida. (Foto: Rafael Gaspar/Gasparov Images)

Por cima, vendo os carros presentes, pode-se perceber que a prova não é brincadeira, e não é mesmo, após 117 voltas disputadas e em pouco mais de três horas de prova, a diferença do vencedor para o segunfo colocado foi de apenas oito décimos de segundo, 0,8s, sendo que o primeiro só chegou à liderança seis voltas antes do final da prova.

Disputa pela Liderança, 6 voltas para o final da prova. (Foto: Rafael Gaspar/Gasparov Images)

E não foi só a briga pela ponta que valeu a pena, além da emoção de ver (e ouvir) todos esses carros supracitados, juntos, “rasgando a reta”, a corrida foi marcada por várias disputas no meio do pelotão, um show. Quem não foi, ou não ficou sabendo, perdeu muito, pois, até onde eu sei, a entrada era gratuita.

BMW faz sua parada. (Foto: Rafael Gaspar/Gasparov Images)

Os vencedores da prova foram a dupla Chico Longo/Daniel Serra, de Ferrari F430, seguido do trio Max Wilson/Nonô Figueiredo/Marcel Visconde, de Porsche 911 e Xandy Negrão/Andreas Mattheis/Xandinho Negrão de Audi R8.

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Salão do Automóvel (22) – 18ª Edição – 1994

A 18ª edição do Salão Internacional do Automovel e de Autopeças, realizado entre 20 e 30 de outubro de 1994, ocupou todos os 40 mil m² do Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi. Reuniu 360 expositores, entre os quais, 12 montadoras instaladas no País, 28 importadoras de autóveis (representando montadoras mundiais) e 228 fabricantes de autopeças, que mostraram suas novidades para os 580 mil visitantes. Mais de 50% do espaço do Salão do Automóvel foi ocupado pelos importadores, mas os modelos importados ocupavam também boa parte dos estandes das montadoras.


Corsa Gsi

Considerada pela mídia como ―o melhor e o maior de todos os Salões‖, pois mostrou mais de 200 modelos novos, a 18ª edição recebeu pelo menos mais duas nomeações: segundo Luiz Adelar Scheuer, então presidente da ANFAVEA, foi ―o Salão da Virada‖, porque nos últimos dois anos a produção saltou de 1,074 milhão de unidades para uma previsão de 1,55 milhão de unidades em 1994, as vendas internas de 740,2 mil para 1,32 milhão, as vendas de importados de 32,2 mil para 120 mil e as exportações de 341,9 mil para 360 mil unidades, batendo todos os recordes anteriores e levando o Brasil para o posto de 9º maior produtor do mundo. Para outros, foi ―o Salão da Integração‖, tal a quantidade de modelos nacionais e estrangeiros misturados em convivência pacífica e mostrando bom nivelamento tecnológico.

Todos os expositores mostraram-se satisfeitos com o volume de negócios fechados ou encaminhados. O segmento de carros importados, aproveitando a redução da alíquota alfandegária (de 35% para 20%), vendeu no Salão mais de 2.700 unidades, correspondendo a mais de US$ 50 milhões, e registrou cerca de 5.000 intenções de compra. E as grandes montadoras nacionais revelavam sua intenção de participar desse mercado.

Ao abrir oficialmente o Salão, o então presidente da República, Itamar Franco, assinou decreto atribuindo a Ayrton Senna a Ordem do Mérito Nacional no grau de Grã Cruz, enquanto a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) lançava uma série de três selos comemorativos em homenagem ao piloto tricampeão do mundo.

Na euforia do momento – mercado superaquecido, tendo crescido 35% em 1993 e apontando para 13% em 1994, com uma perspectiva de venda de 1,6 milhão de veículos em 1995 –, diversas montadoras estrangeiras anunciaram a intenção de se instalar no Brasil, enquanto as montadoras nacionais anunciavam reforços para seus negócios – o todo somando cerca de US$ 6 bilhões.


Bugatti EB110

A mídia registrou a estréia de Bugatti, Lamborghini, Jaguar e Lotus entre as importadoras, da Goodyear nas autopeças (pneus) e a volta da Chrysler depois de 14 anos de ausência. Destacou a exibição de seis modelos ―futuristas‖ – Audi Avus, Nissan FEV, Subaru Suiren, Toyota AXV-III, Mercedes Studio A e Ford Mustang Mach III – e o interesse do público pelo cupê Diablo, da Lamborghini; cupê EB110, da Bugatti; cupê XJ220 Jaguar, o carro mais caro da mostra (US$ 660 mil); minivan Odyssey e o Accord Coupé EX/EXL, da Honda; o econômico 106 Kid, a van 806 Svm, o compacto elétrico Ion, da Peugeot; o cupê Esprit S4 e o conversível Elan S2, da Lotus; a berlineta F355 Ferrari; Dodge Viper e o sedan Neon (lançamento mundial), da Chrysler; o Gol 1000i Plus, da Volkswagen; o sedan Protegé (lançamento mundial), da Mazda; o Uno Mpi 1.6, a perua Tempra SWie 2.0 e o Fiat Coupé (carroçaria Pininfarina), da Fiat; a Alfa Romeo 164; o esportivo Corsa Gsi e o Astra, da General Motors; Fiesta, Mondeo e a picape Ranger, da Ford; o ―popular‖ Vivio e a nova WS Legacy, da Subaru; os sedan de luxo Prince e Super Salon Daewoo; o Audi A8; o Eclipse GS turbo, o Lancer GLXi e a linha Colt da Mitsubishi; a Volvo 850 SW; a BMW Compact 316i; o jipe Kia Sportage. Entre as motocicletas, chamaram a atenção os scooters, as ―estradeiras‖ VT600C Shadow e VF750C Magna e a V-Twin Custom da Honda; Husqvarna WR360 e a Cagiva Elefant 750, da Agrale. Nos caminhões, os modelos leves de uso urbano da Agrale; e o Ford Cargo 4030.


Lotus Esprit

Os fabricantes de autopeças e de acessórios mostraram mais uma vez serem uma das grandes atrações do Salão do Automóvel, sendo uma das áreas mais visitadas pelos compradores estrangeiros. Para o público, muitas atrações interessantes e ―futuristas‖, como o espelho com remoção de gotas de água por vibração ultrassônica e de granizo e neve por aquecimento; retrovisor com microcâmera para que o motorista possa saber o que se passa em sua volta e sistema de aviso de aproximação de veículo, da Metagal; a trava EV Disk Lock para motocicleta, da Kryptonite; os radiadores em alumínio mecânico, da Valeo Térmico.