Olhos na Nuca…

Estava navegando por sites de acessórios para motociclistas, procurando a viseira para o capacete que ganhei. quero usá-lo no próximo dia 1º, quando vou à Granja Viana correr novamente, quando me deparei com um modelo capacete que conta com um retrovisor.

O Vídeo abaixo explica bem como funciona:

Não piloto motos, mas percebo a dificuldade dos motoqueiros em enxergar quem está atrás, geralmente, quando me aproximo de algum motociclista, assim como nos automóveis, procuro os olhos do condutor no retrovisor, para ter certeza que ele me vê, mas percebo que ele demora para notar minha presença, seus retrovisores estão encobertos pelos seus braços ou desregulados. Talvez seja por isso que eles parecem andar pela cidade como se fossem os únicos na pista, salvo exceções.

Recentemente, assisti o Planeta EXPN, que passa na ESPN, uma entrevista com a Renata Falzoni, que comentava o acidente que matou o empresário Antonio Bertolucci, nessa entrevista ela dizia: “O condutor do veículo mais pesado é responsável pelo mais leve, mesmo se o motoqueiro fizer alguma barbeiragem, o responsável ainda é o motorista”. Nessa hora me veio na cabeça, como zelar por alguém que vive fazendo barbeiragens no trânsito? Talvez essas barbeiragens ocorrem porque o motoqueiro simplesmente não vê que há um carro ali.

Escrevendo sobre isso, me veio à mente a história do Luciano, que eu considerava muito, na época eu tinha seis ou sete anos e ele era o único que realmente dava atenção para nós, crianças. O Luciano tinha uma moto, e me levou para dar minha primeira volta, foi a volta no quarteirão mais prazerosa que eu já tive, nunca vou esquecer, desci da moto deslumbrado, gritando: “Mãe!! A senhora viu!? Eu andei de Moto!!”. Semanas mais tarde chegou a triste notícia, o Luciano havia sofrido um acidente na Rodovia Presidente Dutra. Segundo testemunhas, ele olhou para trás para ter certeza que não havia nenhum carro do seu lado, para mudar de faixa e ultrapassar o caminhão à frente. Nesse meio tempo, o trânsito parou e ele acertou a traseira do caminhão em cheio, faleceu horas depois no hospital. “Porque o Luciano, mãe?”, eu perguntava desesperado.
Na saída do velório, fiz uma promessa para minha mãe: “Nunca vou ter uma moto, porque perdi um amigo por causa dela!“.

Ah, se esse capacete existisse na época do Luciano…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s